Navegantes registra casos de esporotricose e reforça orientações à população


PUBLICIDADE

Você sabe o que é a esporotricose? Trata-se de uma doença causada por fungos do gênero Sporothrix que pode acometer seres humanos e animais. Em Navegantes, a Secretaria de Proteção e Cuidado Animal registrou 37 casos em animais entre janeiro e junho deste ano, enquanto a Secretaria de Saúde confirmou quatro casos em humanos e reportou 12 notificações.  A boa notícia é que a enfermidade possui tratamento e tem cura.

Embora outros animais também possam desenvolver a doença, os gatos representam a principal espécie envolvida na transmissão da esporotricose aos seres humanos. Os felinos podem adquirir o fungo por contato com animais infectados ou ambientes contaminados, especialmente durante brigas entre gatos. A transmissão para os humanos ocorre principalmente por meio de mordidas, arranhões e, em alguns casos, pelo contato com secreções e feridas de animais contaminados.

Nos gatos, os sinais mais comuns da enfermidade são feridas que não cicatrizam, geralmente nas orelhas, focinho e patas, podendo haver também perda de peso e apatia. Em humanos, os sintomas incluem lesões na pele em formato de nódulos ou feridas, principalmente nas mãos, dedos e braços. Caso não tratada, a doença pode se espalhar pelo organismo por meio dos vasos linfáticos, dependendo das condições imunológicas do indivíduo e da profundidade das lesões.

De acordo com o secretário de Proteção e Cuidado Animal, Fabiano Straube, animais com suspeita da doença devem ser encaminhados para avaliação veterinária, que envolve o recolhimento de amostras das lesões. “O abandono ou sacrifício dos animais não é a saída. Com acompanhamento adequado e tratamento correto, eles podem se recuperar e ter qualidade de vida”, alerta o titular da pasta.

Já o diagnóstico em humanos é realizado por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais específicos, capazes de identificar a presença do fungo causador da doença. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes para confirmação diagnóstica e início do tratamento.

O município disponibiliza o medicamento para o tratamento inicial diante da suspeita de esporotricose. “Para confirmação diagnóstica e acompanhamento especializado, os pacientes são encaminhados ao serviço de referência em dermatologia da Univali, que realiza todo o processo de confirmação e seguimento do caso”, explica a secretária de Saúde, Sandra Kasai.

Não existe vacina para a esporotricose. Tanto em humanos quanto em animais, o tratamento é realizado com antifúngicos prescritos por profissionais da saúde ou médicos-veterinários, podendo durar meses ou até um ano, dependendo da gravidade do caso e da resposta do paciente. Por isso, a melhor medida é reduzir o risco de transmissão e buscar tratamento imediato após o diagnóstico.

Para reduzir o risco de contágio, recomenda-se:

– evitar o contato direto com feridas de animais suspeitos;
– utilizar luvas ao manusear animais em tratamento;
– evitar contato com animais desconhecidos;
– não abandonar animais doentes;
– procurar atendimento veterinário ao identificar feridas que não cicatrizam em gatos.

As secretarias de Saúde e de Proteção e Cuidado Animal permanecem alertas e à disposição da comunidade, e ressaltam que o monitoramento da esporotricose segue em acompanhamento no município. Informações e orientações adicionais podem ser obtidas pelos números (47) 3342-9500 e (47) 3185-2350, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

 

Imagem: Prefeitura de Navegantes