Projeto “Museu nas Escolas – Patrimônio em Movimento” aproxima estudantes da história e da cultura local de Navegantes
Conhecer a história de uma cidade também é reconhecer as pessoas, os lugares, os costumes e as memórias que ajudam a construir sua identidade. É a partir dessa perspectiva que o projeto “Museu nas Escolas – Patrimônio em Movimento” leva ações de educação patrimonial diretamente às unidades de ensino do município, aproximando estudantes da história, da cultura e das memórias que fazem parte do lugar onde vivem.
A proposta parte de uma ideia simples: aproximar o museu da comunidade e fazer com que crianças e adolescentes tenham contato com a história e o patrimônio cultural de Navegantes sem precisar sair da escola.
O projeto teve início no C.E.M. Prof.ª Badia de Faria e ao longo de 2026, chegará a um total de 12 escolas da rede municipal. A iniciativa é coordenada por Arthur Henrique Olschowsky Christóvão (Arthur Manson), proponente do projeto, com financiamento da Fundação Cultural de Navegantes, por meio do Chamamento Público nº 19/2025.
Mais do que apresentar objetos ou informações históricas, o projeto busca estimular os estudantes a perceberem o patrimônio como algo vivo e presente em suas próprias histórias. A relação com o território, as lembranças familiares, os espaços da cidade, as manifestações culturais e os personagens que contribuíram para a formação de Navegantes fazem parte desse processo.
Um dos diferenciais da iniciativa é o investimento em acessibilidade, especialmente por meio da audiodescrição. Os conteúdos disponibilizados nas escolas contam com QR Codes que permitem aos estudantes acessar versões audiodescritas das informações apresentadas, ampliando as possibilidades de participação e garantindo que o patrimônio cultural possa ser acessado por diferentes públicos. Ao longo do projeto, será possível acompanhar os resultados dessa iniciativa e, ao final, mensurar o impacto da acessibilidade proporcionada pela audiodescrição.
Para Arthur Manson, levar o museu para dentro das escolas representa uma mudança na forma de pensar a relação entre museu, território e comunidade.
“O patrimônio não está apenas dentro de um museu. Ele está nas ruas, nas casas, nas histórias das famílias, nos lugares que fazem parte da vida das pessoas. Quando levamos o museu para a escola, aproximamos os estudantes dessa memória e mostramos que eles também fazem parte da construção da história de Navegantes.”
Com a circulação pelas unidades de ensino ao longo de 2026, o projeto consolida uma proposta de educação patrimonial baseada na aproximação, na participação e no reconhecimento das memórias locais, colocando o patrimônio em movimento e aproximando o museu de quem vive a cidade todos os dias.
Imagem: Prefeitura de Navegantes

